Monday, July 06, 2009

Campeonato "Brasileiro"?

Sei que ainda é cedo, mas se o campeonato terminasse hoje teríamos rebaixados Náutico, Atlético-PR, Botafogo e Avaí. E subiriam: Guarani, Brasiliense, Ponte Preta e Atlético-GO (que poderia ser a Portuguesa que tem a mesma pontuação). Ou seja a chance de subir três times paulistas, como aconteceu ano passado, é muito grande. Assim teríamos 10 (!) times paulista num campeonato de 20 clubes, 50%!!! Sei que isso é resultado de trabalho e os times paulista tem estrutura maior. Mas fico me perguntando se isso não causaria uma problema ao futebol brasileiro?

Thursday, July 02, 2009

INFERNO CORINTHIANO!!!


Estou a quase dois meses sem falar de futebol aqui no blog. A última vez que isso aconteceu comentei sobre a vitória corinthiana e eliminação do São Paulo na semifinal do Campeonato Paulista. Achei isso necessário porque naquela ocasião falei que o Corinthians tinha virado uma página da história do clube. Com aquela vitória o time apagou toda a tristeza que começou no fim de 2007 e se arrastou por 2008. Falo essa vitória porque ninguém imagina que um time de segunda divisão possa eliminar um tricampeão brasileiro em uma semifinal. Só time grande é que conseguem isso e foi o que aconteceu. Então preferi voltar a falar de futebol depois que o time se estabelecesse como o principal time do Brasil novamente. E é isso que o time é hoje.

Apesar da imprensa babar ovo pelo time do Internacional e pela má vontade que alguns tem contra o Corinthians vai ser difícil alguém conseguir desqualificar essa conquista. O Corinthians poderia ter humilhado o Internacional ontem no Beira Rio. Ronaldo perdeu um gol incrível e depois que já estava 2x0 o time teve muitas oportunidades de jogadas na área do time adversário. Na verdade o time não forçou, não foi mais agudo, porque já estava satisfeito. O segundo tempo foi apenas para cumprir tabela.

Desde segunda feira eu estava nervoso. Li todas as notícias possíveis sobre o jogo, sobre os times e todos os blogs que conheço que falam de futebol. Só que ontem eu acordei me sentindo estranho. Fui ficando cada vez mais nervoso durante o dia, saí mais cedo do trabalho e tomei até um calmante. O presidente do Internacional falou tanto que o jogo acabou se tornando mais do que uma final da Copa do Brasil de 2009. Esse jogo era a final da Copa do Brasil de 2009, a final do Campeonato Brasileiro de 2005, a luta contra o rebaixamento de 2007 e a confirmação que o time é sim campeão por méritos próprios e não precisa de ajuda. Tudo isso me fez ficar mais nervoso ainda. Claro que o fato que a família INTEIRA da Cristiane ser torcedores colorados ajudou, porque todos só estavam esperando o fim do jogo para cair em cima de mim. Afinal eles, como a torcida vermelha do Rio Grande do Sul, tinham CERTEZA dos 3x0. Eles podem agora usar aquelas "mãozinhas" para comemorar o Tri do Timão.

O gaúchos prometeram um inferno, prometeram golear, prometeram acabar com a “mania desse time paulista de ganhar sempre no apito” mas só o que fizeram foi encher o estádio para verem mais um título corinthiano. Aliás, sortudos esses gaúchos, estiveram em local privilegiado para ver o time do Corinthians se tornar o maior campeão nacional do Brasil. Agora o Fernando Carvalho pode usar a faixa que ele tanto mostrou à imprensa. Engraçado que ele reclamou tanto que faltou aquela frase típica de time pequeno quando acha que foi prejudicado: “Nós somos prejudicados porque somos de time pequeno”.

Friday, June 26, 2009

Um Disco Novo, Um velho e o Outro?!?!

Aos meus dois assíduos leitores peço desculpas pelo longo tempo que levei para atualizar o blog. Estive envolvido com outras coisas que me deixaram sem tempo, e em alguns dias sem paciência, para escrever alguma coisa que prestasse.

Seguindo a linha de um tópico antigo vou apresentar três disco que ouvi recentemente porém o anterior tinha o título de Coisas Novas e Uma Bem Antiga. Nesse caso vai ser o contrário.

O primeiro disco que apresentarei é o produto de uma reunião de grandes músicos que como toda superbanda causa muito interesse. Em muitos casos essas reuniões são cercadas de muita expectativa e acabam decepcionando. Mas nesse caso acho que o problema é mesmo a expectativa exagerada.

Chickenfoot é o nome escolhido para a reunião de Sammy Hagar (Montrose e Van Halen), Michael Anthony (Van Halen), Chad Smith (Red Hot Chilli Peppers) e Joe Satriani, respectivamente na voz, baixo, bateria e, claro, guitarra. O nome escolhido pode causar reações diversas já que “Pé de Galinha” talves não seja o melhor nome para uma banda, mas isso vai de cada um.

O som escolhido foi o hard rock com influências de muitas bandas. Não consegui identificar uma só. A música Sexy Little Thing me lembrou Aerosmith por exemplo. Isso na verdade é um fato causado por todos terem sido componentes de bandas diferentes entre si. O que me chamou atenção é que o Sammy Hagar preferiu cantar em tons mais baixos que os que ele usava nos tempos do Van Halen por exemplo. Não sei se isso foi intencional, mas ficou bem legal.

Michael Anthony é um cara que pode muito bem servir de base para o Satriani já que ele fez isso durante muito tempo para o Eddie Van Halen e o Chad se encaixou muito bem a banda. Sobre o Satriani o que posso dizer é que se você se interessou pela banda por causa dele não espere ouvir coisas que ele faz nos discos solos. As guitarras estão seguindo a linha que devem para uma boa banda de hard rock. Não há firulas e exibições, mas podemos identificar que se trata de um guitarrista excepcional pelos riffs redondinhos que ele criou para a banda.

Os destaques na minha opinião ficam para Avenida Revolution, Sexy Little Thing e para o primeiro single do disco Oh Yeah.

O segundo álbum escolhido é o segundo do Styx , chamado simplesmente de Styx II, gravado em 1973. Nunca havia me interessado pela banda e o que me fez procurar material deles foi uma teoria maluca que ouvi no PoeiraCast, que é o podcast da ótima revista de Bento Araújo Poeira Zine. Recomendo a revista e o podcast (link ao lado). A teoria diz que apenas os álbuns pares da bandas são os recomendados. Para verificar esse teoria escutei o primeiro disco. Se esse fosse um bom álbum os outros seriam melhores ainda.

Gostei muito do primeiro álbum e gostei ainda mais do segundo. O terceiro disco já não achei tão legal, diferente do quarto disco, Man of Miracles. Ou seja, até então a regra dos discos pares é verdadeira, inclusive com sua excessão (o primeiro disco) confirmando-a. Desse modo parti para o próximo disco par, o sexto disco, chamado Cristall Ball. Tenho que conhecer os outros discos para comprovar definitivamente a validade dessa teoria, mas até então ela é valida.

O disco começa com talvez a melhor música do disco You Need Love, com um empolgante trabalho de voz no início seguido de um riff muito legal de guitarras dando início para a primeira estrofe cantada muito bem pela boa voz de James Young. Essa é uma daquelas músicas que você gosta logo na primeira escutada. Outros destaques são a música seguinte, Lady, e Father O.S.A. Cito essas três mas as outras músicas são também muito legais. Resumindo, ótimo disco.

O terceiro disco que citarei não é um disco tão velho, afinal ele saiu em 1997, mas já tem mais de 30 anos. Peraí!!! Como assim?!?!!? “Fernando...você está louco?”, pensarão alguns. Mas vou explicar...

No início dos anos 70 existia uma banda que nunca havia conseguido lançar um álbum chamado Lucifer Was. Eles chegaram a esse nome depois de tentarem outros nomes antes de chamar a banda de Lucifer. Como existiam outras bandas com esse nome eles resolveram se chamar Lúcifer Was no sentido de dizer que que “Era Lúcifer”. Algo do tipo: “como é o nome da banda?”...”Era Lucifer...”, entenderam?.

Durante alguns anos eles tocaram na Noruega que é o pais de origem sem conseguir ao menos gravar um álbum. Assim, depois de muito tentarem, tiveram que acabar a banda e cada um seguiu seu caminho. Daí depois de cerca de vinte anos alguém ouviu as demos produzidas naquela época e sugeriu que eles voltasse e gravassem um disco. E isso que aconteceu, em 1997 foi gravado o primeiro de quatro álbuns dessa banda dos anos 70. O nome do álbum: Underground and Beyond.

O disco tem várias boas músicas que tem como estilo o progressivo, mas com influencias de Black e Sabbath e Jethro Tull. Cito essa última pelo estilo das músicas em si e não só pelo uso de flauta. A música The Green Pearl por exemplo é Black Sabbath puro e tem um introdução que muitos fãs de Helloween vão gostar. Um detalhe é que o produtor sugeriu que o álbum fosse gravado com a sonoridade de um disco dos anos 70, mas com a tecnologia da época da gravação. Acabou que de moderno mesmo achei apenas o efeito da guitarra que está mais pesada do que estaria na década de 70 na minha opinião. Destaque para as músicas Scrubby Maid e para a ótima Fandango. Corram atrás...


Ver Também:

  • Coisas Novas e Uma Bem Antiga
  • Friday, May 01, 2009

    Muita coisa boa, mas muita coisa ruim também...

    Tem dois assuntos me incomodando relativos à música nos últimos dias. Vou tentar escrever um texto para cada um e espero poder expressar tudo o que acho relacionado à isso. O primeiro assunto é o que acho certo exagero das pessoas que gostam, acompanham e realmente se dedicam à música. Esse exagero seria no caso de superestimar grupos que são de certa forma desconhecidos. Claro que existe um sem-número de bandas e músicos que são/foram ótimos e nunca tiveram chance e/ou reconhecimento. Mas muita coisa que não é conhecido ou que ficou pelo tempo o fez isso simplesmente porque não é tão bom.

    Sabemos que o rock and roll em todas suas vertentes e subdivisões são recheados dos fãs mais sinceros, fanáticos e leias que existem. Até porque é um estilo que “teima” em permanecer e se reinventar. Mas também sabemos que os fãs, e me incluo totalmente nessa, são um pouco chatos. Quem nunca participou de conversas que alguém ou até mesmo você falou com orgulho que o bom não é aquele CD que alguém ouviu e sim aquela demo que só os caras da banda sabem da existência. Que os dois DVDs oficiais do Gentle Giant não são tão legais quanto aquela gravação da TV que foi disponibilizadas na internet. O que quero dizer com tudo isso é que as vezes somos um pouco arrogantes em relação às coisas e gostamos de saber, ou mostrar, que só a gente conhece determinado material ou determinada banda.

    E sobre essa história de conhecer determinada banda é o ponto crucial que está me incomodando. Tenho conversado virtualmente com outras pessoas e muitos têm esse mesmo sentimento (você é um deles KCarão!!! rs).
    Existem milhares de blogs na internet disponibilizando álbuns para download e também muitos sites de música em geral onde podemos encontrar críticas sobre álbuns, músicas isoladas e bandas, conhecidas e não-conhecidas.

    O que mais me chama atenção é que não podemos acreditar em tudo o que lemos afinal será mesmo que aquela banda que nunca conseguiu reconhecimento nos idos de 1970 é realmente MARAVILHOSA e EXTRAORDINÁRIA?

    Alguém pode falar que um ou outro são realmente muito bons, e podem ser, mas a maioria esmagadora não é. Simplesmente não conseguiram sucesso ou reconhecimento duradouro porque estão abaixo da média.

    No progressivo temos muito disso. São “descobertas” diversas bandas daquela época que são indicadas como EXCEPCIONAIS, mas quando escutamos não conseguimos identificar aquilo que o crítico tentou passar. Claro que existe também o importantíssimo fator gosto pessoal. Gosto de muita coisa que muita gente abomina e o contrário também acontece. Mas o fato é que muitas bandas são recomendadas com entusiasmo por outras pessoas pelo fato dessa pessoa ter prazer em indicar alguma coisa que sabidamente pouquíssimas pessoas conhecem, tornando-o uma referência com status de expert.

    Também é fato que 99% das pessoas considera que a fase de ouro do progressivo foi durante os primeiros anos da década de 70, assim é muito mais legítimo “descobrir” bandas que ninguém descobriu à época para ter mais credibilidade do que recomendar uma banda nova ou das décadas de 80 e 90.

    Outro ponto é que existem pessoas que recomendam uma determinada banda ou diso sem ao menos conhecer. Recomendam baseados em opiniões de outras pessoas. No Orkut tem muito disso. Alguém recomenda uma banda e outra pessoa, que também não ouviu, acaba atestando o comentário anterior para não parecer por fora.

    Não citei nenhuma banda para exemplificar esse meu ponto de vista porque, como falei acima, o gosto pessoal é muito importante e posso ferir algum sentimento pessoal, mas creio que consegui passar minha mensagem.Por fim queria dizer que EXCEPCIONAL, MARAVILHOSO e EXTRAORDINÁRIA se aplicam àquelas bandas que passaram pelo crivo do tempo, para os medalhões que são ícones dos estilos que citei, afinal com eles que os estilos nasceram, cresceram, se desenvolveram e em alguns casos permaneceram. As bandas que são parâmetros utilizados para caracterizar as outras.

    Sunday, April 19, 2009

    Capitúlo Final

    A vitória de hoje contra o São Paulo é o capítulo final de uma história que começou em 2006. Essa é a história de um doente que tem que passar por um longo processo de tratamento e reabilitação. Depois de diagnosticado que o cancêr chamado Dualib estava acabando com o time foi resolvido que essa doença teria que ser curada e isso acabou tirando o time do cenário. É natural isso acontecer. Deisando-o fora do cenário iniciou-se um processo de desconfiança em relação ao time.

    Eu não queria fazer um post provocativo, queria fazer um post lembrando que agora, definitivamente o CORINTHIANS voltou a ser respeitado. Finalmente vão reconhecer que o time tem um dos melhores elencos do Brasil e também reconhecerão que o Ronaldo é sim um jogador de alto nível e não apenas uma grande curiosidade. Reconhecerão o Cristian está hoje entre os três melhores volantes do Brasil e que o André Santos está em melhor fase que o Kleber e merece mais a seleção. Também será reconhecido que a dupla de zaga seja provavelmente a melhor do Brasil, afinal o time tem a defesa menos vazada dos três últimos campeonatos que disputou.

    Esse capítulo final é agora e não após a final do campeonato paulista já que o Santos pode ser campeão, afinal o time praiano vem de uma fase muito boa e qualquer um pode ser campeão, mas o capítulo final seria para finalizar a desconfiança que havia sobre o recém ex-time da segunda divisão, sobre quem caia muitas desconfianças.

    Os adversários vão perceber que é natural ter receio de enfrentar o CORINTHIANS e que isso é natural entre times grandes afinal a história de diminuição do time acabou e estamos preparados, definitivamente, a voltar à rotina de grande jogos e grandes conquistas.

    Wednesday, April 01, 2009

    CORINTHIANS 3 x 0 "Vento"

    Vitória fácil contra o fraco Ituano. Apesar de achar que faltou vontade no segundo tempo, porém isso é totalmente normal quando se acaba o primeiro em 3x0. Mas creio que todos notaram que os três gols sairam de jogadas de bola parada. Algo que tenho falado sempre aqui no blog. O time tem o segundo melhor ataque, mas não tem jogadas. Se fosse o ano de 1990 iria falar: "O Neto é foda!", mas não é o caso.

    Agora é secar o São Paulo contra o Guaratinguetá amanhã e o Brasil contra o Peru hoje. Claro que quero que a seleção ganhe, mas vou torcer para que seja bem difícil.

    Sunday, March 29, 2009

    Rei do Empate

    O título desse post já utilizado em um post meu em meados de 2007. Todo mundo lembra do que aconteceu com o CORINTHIANS esse ano e a grande quantidade de empates foi um dos motivos. É claro que são situações diferentes que está acontecendo mas isso é um sinal de que algo está errado.
    Também existem empates e empates. Os empates contra São Paulo e Palmeiras foram normais. Também podemos dizer o mesmo dos jogos contra Barueri e Santo André. Mas não se pode aceitar jogar tão mal e empatar contra os fracos times da Ponte Preta e Guarani. Desse oito empates era preferível perder 5 e ganhar 3. Ou seja, eu trocaria essa enganosa invencibilidade por um ponto a mais, ao menos estaríamos ainda na vice liderança.
    Claro que um tropeço é natural, mas isso ocorre quando o time ao menos tenta jogar. O jogo de ontem foi um dos piores que já vi. Time sem vontade, sem criatividade, displicente, apático e, em muitas jogadas, sem inteligência. Não podemos admitir que um time que deseja ser campeão ter como aspirações dentro de um jogo apenas bola paradas cruzadas na área. A prova disso que o time é o que mais fez gols após esse tipo de jogada.
    Não concordo com os que estão criticando o Felipe, ele fez novamente alguma defesas importantes ontem com a do último minuto de jogo. Mas está cada vez pior ver Douglas e Souza no time. Acho que eles deveriam sair do time até para preservá-los. Principalmente o Douglas que pode ser importantíssimo no time. Também não concordo em ter o Alessandro na lateral. Ele é muito mais um volante do que lateral e o time perde muito com isso. Também acho que o Elias poderia aparecer muito mais no time. Prefiro ele jogando como um meia ao invés de segundo volante.
    Também notei que no fim do jogo todo mundo tentava cruzar as bolas para o Ronaldo mesmo ele estando marcado ignorando outros jogadores que estavam em melhores condições. Estou achando que estão tentando jogar a responsabilidade para ele e não acho correto. Sei que é natural por ele ser um jogador importante, mas esse é um exemplo da falta de inteligência que citei acima.